A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 17/09/2019
De acordo com o empresário no setor da informática e comunicação Steve Jobs, “As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro”. Essa visão vem a se tornar correta quando analisado o cenário global, sobretudo o Brasil, posto que o jornalismo divulga notícias sensacionalistas de fatos verdadeiros, com o intuito de torná-los sem credibilidade. Isso ocorre ora em função da falta de profissionalismo midiático, ora pela tentativa de manipulação da sociedade por parte do governo. Assim, há de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social.
Sob esse viés, pontua-se a falta de comprometimento dos canais de notícias como um empecilho à consolidação de uma solução. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o século XXI é século da liquidez das relações pessoais, sociais e econômicas, em que o indivíduo se preocupa apenas com soluções rápidas e superficiais. Esse fato é evidenciado ao observar os noticiários, que, em busca de notícias chamativas, divulgam histórias sensacionalistas, rasas e sem a devida verificação da verdade. Com isso a população é altamente afetada pela perda do senso crítico, o que faz com que haja um aumento dos julgamentos superficiais em toda a sociedade.
Do mesmo modo, destaca-se a manipulação usada pela mídia como um fator limitante para a solução do problema. Desde o Regime Militar, ocorrido no Brasil durante o século XX, o governo usa a mídia como forma de manipulação da sociedade, de modo que a informação passada nem sempre é a verdadeira. Nesse contexto, a sociedade é bombardeada com notícias que enaltecem o governo e distraem a população, para que esquemas de controle de massas e corrupção sejam concretizados sem que a sociedade ao menos saiba de tais atos. Dessa forma, a sociedade torna-se refém do Estado que deveria trabalhar para melhorar o país e não esconder dados de problemas públicos.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Ciência e Comunicações, em parcerias com Organizações Não Governamentais, proporcionem a criação de leis a serem aprovadas pelo Senado Federal, que proíbam a divulgação, pelos canais de notícias, de histórias que não sejam devidamente confirmadas - qualquer notícia poderá ser analisada e denunciada pela população -. Aliado a isso, é necessário a criação de um programa e televisão que analise os feitos do governo, esse programa será financiado pelo próprio governo e será realizado por cada estado brasileiro, por ONGs especializadas, que procurem falhas e busquem a transparência, tendo acesso a qualquer informação de cunho administrativo do governo, para que se possa expor as possíveis ilicitudes . Só assim, Jobs estará errado, e a televisão será uma aliada do cérebro e da democracia.