A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 19/09/2019
Em 2009 o caso do assassinato da estudante Eloá Pimentel, pelo então ex-namorado Lindemberg Alves, chocou a sociedade brasileira. Entretanto, o documentário “Quem Matou Eloá ?”, lançado em 2015, mostra o quão indelicada e sensacionalista foi a mídia brasileira naquele momento, acabando por corroborar com o final trágico do crime. Uma década depois, ainda é comum presenciar no jornalismo brasileiro o sensacionalismo, uma vez que, fatores como a mídia jornalística e a boa aceitação por parte do público, tornam o acesso e a propagação à esse modo de notícia algo muito corriqueiro até a atualidade.
Antes de tudo, deve-se ressaltar que não são todos os meios jornalísticos que utilizam da forma sensacionalista como base dos artigos e matérias. Mas, como controvérsia, esse meio de apelação é hodiernamente adquirido com o intuito de busca pela atenção do telespectador (e a elevação da audiência do canal como consequência), principalmente na TV aberta.
Programas policialescos como “Cidade Alerta” da TV Record, são alvos de constantes críticas por parte da mídia; tal como o exemplo o “Caso Vitória”, que acompanhou o sequestro de uma menina em São Paulo, onde o programa fez uma cobertura que perdurou durante dias, e essa mesma foi duramente criticada pela maneira como foi feita, e também pela exploração exagerada do caso, evidenciando que naquele momento o canal estava somente preocupado com o alcance da audiência, já que o programa chegou a ficar na liderança nesses dias da cobertura do caso.
Outro aspecto na forma de propagação dessas notícias, é sem dúvidas, a boa recepção que há por parte da população brasileira. é indiscutível não afirmar que a própria gosta de receber mais detalhes, adicionados de emoção, afim de descobrir cada vez mais sobre determinado assunto, mesmo que, muitas vezes esse assunto não seja de total confiança e veracidade.
Portanto, fica evidente a necessidade de apoio do Estado e da sociedade em relação ao combate do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Assim, será importante que a mídia brasileira, com sua tamanha influência, diante de pesquisas e índices, evidencie o quão importante é estar atento aos meios em que busca-se informações, atiçando assim, o apoio do poder público e principalmente, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que por sua vez, apresentará uma emenda pública com enfoque direto aos estudantes do curso de jornalismo, para que, diante de dinâmicas e, juntamente com palestras, propaguem a importância da empatia nas matérias e reportagens, assumindo assim, um lugar de solidariedade e seriedade ao leitor. Só assim, a perspectiva de sensacionalismo será algo mudado e consequentemente, extinto do jornalismo brasileiro.