A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 18/09/2019
No primeiro império brasileiro, o jornalista Líbero Badaró foi assassinado após criticar o autoritarismo de D. Pedro I, desencadeando uma serie de manifestações em prol de sua matéria e mostrando o poder do jornalismo de qualidade. No século da tecnologia o mundo é bombardeado de informações, porém o conteúdo sensacionalista é mais atrativo, que apesar de ser superficial é largamente consumido por uma nação alienada.
É inegável que o Brasil apresenta crises educacionais, que originaliza a falta de senso crítico. De maneira que a produção de notícias rasas e o consumo seja um ciclo que se retroalimenta. Por conseguinte o público não é uma vítima mas sim um cumplicie, devido ser o combustível desta industria.
Analogamente no sistema de mercado atual busca-se vender o que o público irá consumir, que é manchetes. Como resultado problemas irão surgir, como por exemplo a omissão ou distorção de fatos importantes da matéria publicada, e por falta de questionamento da população passará como verdade absoluta, dando origem a algumas Fake News.
Em síntese é correto afirmar que a base deste problema jornalístico está na falta de senso crítico da população. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação (MEC) reforçar a importância e até aumentar a carga horaria de aulas como sociologia e filosofia que são tão menosprezadas e esquecidas no Brasil. Com isto deverá ocorrer uma reação em cadeia, de maneira que a sociedade questione mais, e a alienação diminua junto com o jornalismo sensacionalista.