A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 21/09/2019

No ano de 1938, a rede de rádio CBS dramatizou a história “A guerra dos mundos”, que narra uma invasão alienígena ao planeta terra e causou grande histeria nos ouvintes que acreditaram ser um fato real. Hoje no Brasil grande parte do jornalismo usa desse mesmo artifício, contando histórias sensacionalistas com único objetivo, o financeiro, visto que não só usa de formas pejorativas em suas notícias, mas também não mostra uma conduta de ética em seus textos.

Em uma primeira analise, é possível observar a forma pejorativa que esse tipo de jornalismo usa. Os redatores e jornalistas desse estilo de mídia buscam notícias com grande impacto emocional e exploram seus protagonistas de forma humilhante. Segundo dados da pesquisa “Violações de direitos na mídia brasileira”, em 2015 foram mais de 4000 violações aos direitos humanos por 24 programas observados. A exposição a essas notícias torna eu público cada vez menos sensível a violência e isso transforma a sociedade mais fria.

Além disso, a falta de conduta e ética desses profissionais é algo preocupante. Suspeitos anunciados já como acusados e notícias tendenciosas sem imparcialidade influenciam decisões como eleições, ou podem causar uma tragédia visto casos como a da jovem do Guarujá que foi linchada até a morte por ser confundida com uma baba acusada de agredir crianças. Esse tipo de mídia vem mudando decisões e fazendo injustiças irreversíveis a sociedade.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver esses problemas. O governo federal junto ao Ministério da Educação (MEC), deve realizar aulas e palestras para pais e alunos ensinando a como consumir informações de qualidade dessa forma diminuindo o poder desse tipo de jornalismo, usando para isso a estrutura das escolas e universidades públicas e seus professores como agentes disseminadores de informação. Somente assim histórias como “A guerra dos mundos”, aconteça apenas na ficção científica.