A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 22/09/2019
Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Reuters, 60% dos brasileiros confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação, comprovando assim, a importância da mídia na formação da opinião pública. Entretanto, a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, prática que consiste em distorcer fatos para adquirir uma maior audiência, acaba acarretando em sérias consequências, como a espetacularização da violência e a alienação social.
Em primeiro plano, é necessário perceber que os organismos midiáticos nacionais utilizam da violência para atrair mais audência, a fim de garantir lucro. Segundo os teóricos da Escola de Frankfurt, a imprensa, por ser parte da indústria cultural, visa a criação de um conteúdo homogeneizado, com o intuito de atrai o público. Sob essa ótica, a violência é utilizada de forma apelativa e exagerada, como o exemplo do sequestro da adolescente Eloá, em 2008, que foi constantemente noticiado e só parou pois a garota morreu.
Por conseguinte, é importante perceber que as mídias auxilám na alienação da população. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a imprensa contemporânea começou a ser utilizada como um instrumento de controle e limitação de acesso a informações. Isso é perceptível na relação entre as grandes emissoras e órgãos governamentais, onde esses últimos limitam a fiscalização de seus atos por meio de acordos com a mídia.
Infere-se, portanto, que combater o sensacionalismo no jornalismo brasileiro é um desafio. O Ministério da Educação deve agir em favor da população, promovendo, nos cursos de jornalismo, palestras e discussões sobre a necessidade da imparcialidade e de possuir ética quando for publicar notícias, a fim de formar profissionais que respeitarão os códigos de conduta vigentes. O Governo Federal, juntamente com o Congresso Nacional, deve formular leis que impeçam a prática do sensacionalismo, além de fiscalizar melhor as notícias divulgada pela mídia, por meio de punições severas, a fim de erradicar a antieticidade presente na mídia brasileira. Feito isso, a imprensa poderá comprir sua real função: manter a população informada.