A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 27/09/2019

Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, criou o DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda-, a função desse órgão era potencializar a popularidade do presidente. Atualmente, tal veículo comunicativo está inativo, entretanto percebe-se a sua herança ao passo que o jornalismo no Brasil utiliza-se do sensacionalismo, ora para obter lucros com divulgações mercantis, ora para ganhar audiência com informações mentirosas.

Em primeiro plano, vale ressaltar que as propagandas de mercadorias representam uma das principais fontes de renda para a imprensa. Segundo o escritor George Orwell, a marca mantém a mídia, a mídia mantém o povo e o povo mantém a marca. Nesse cenário, os meios de notícias usufruem desse ciclo para obter lucros com a anunciação de produtos. Contudo, esses veículos informativos apegam-se ao sensacionalismo para garantir os seus objetivos. Diante disso, o impacto dessa problemática é a crença a qual a população deposita nesses órgãos. Prova disso é pesquisa da Oxford, a qual afirma que mais da metade dos entrevistados brasileiros acreditam em fatos revelados pela mídia.

Além disso, convém mencionar os casos de “clickbait” - manchetes de jornais que não condizem com a matéria- presentes na internet. Conforme o noticiário O Globo, em 2013, o cantor MC Guimê tinha morrido. Após críticas nos comentários da matéria, o jornal postou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido. Sendo assim, nota-se que a imprensa, para ganhar audiência, utiliza-se não só de técnicas criadas por Vargas, mas também de ideias expostas por Orwell.

Em síntese, portanto, urge que Ministério da Educação promova, em ambientes escolares, palestras de reconhecimento de informações falsas. Nesse cenário, o MEC deve disponibilizar apostilas que possuam exemplos de notícias verdadeiras e mentirosas, como o caso do MC Guimê, por exemplo. Em sequência, cabem aos professores identificarem, junto aos alunos, os vários graus de sensacionalismo, para que o cidadão brasileiro fique apto a desconfiar de algumas informações geradas pela mídia.