A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 30/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito à vida, à imagem e ao bem-estar físico, psíquico e social. No entanto, o cenário visto pela presença do sensacionalismo, no jornalismo brasileiro, impede que isso aconteça na prática, devido à preocupação e todos os fundamentos jornalísticos de imparcialidade e da aceitação dos brasileiros em confiar nas informações ditas pela televisão.

Cabe, a princípio, diagnosticar uma das causas contundentes dessa problemática. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores melhorem, a exemplo da objetividade das informações, nos meios de comunicação, para que direitos, como o da ética e da imagem do cidadão, não sejam alterados pelo sensacionalismo nas entrevistas a qual interfere diretamente no sentido original dos fatos.

Ademais, convém ressaltar, também, a Constituição Cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, como uma das razões para a permanência desses acontecimentos catastróficos. Nessa perspectiva, conforme o pensamento de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, de que a política existe para garantir a felicidade e igualdade das pessoas, encontra-se deturpado no país, à medida que 6 a cada 10 pessoas entrevistadas confiam nas notícias transmitidas pela televisão, segundo a revista Veja.

Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Justiça, financie projetos e diretrizes relacionados ao impacto da presença do sensacionalismo, por meio de uma divulgação midiática que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, torna-se de sua importância que os estados federativos criem leis que garantem o tratamento respeitoso das pessoas, nas informações divulgadas pela cobertura jornalística, com o intuito de garantir o direito à imagem e ao bem-estar do cidadão.