A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 01/10/2019
Na Alemanha Nazista, Adolf Hitler impunha propagandas indutivas a fim de manipular a população. As notícias divulgadas na época, abordavam os fatos a partir do ponto de vista e interesse pessoais. Entretanto, mesmo décadas depois, hoje, não é diferente, parte da mídia brasileira também apresenta sensacionalismo e manipulação, que além de não abordar as notícias de forma imparcial, colabora para que muitas pessoas creem nos fatos divulgados. Essa realidade se faz presente devido principalmente à audiência que impera sobre a verdade e que tem retorno, por conta da falta de senso crítico por parte da sociedade brasileira.
Os canais que propagam notícias se expandiram, o que antes era adquirido apenas com rádio e televisão, hoje, mídias de entretenimento como instagram e youtube, tornaram-se porta-vozes de levantamentos e divulgação de fatos. Assim, a concorrência é maior no que diz respeito a maiores números de audiência e mais rapidez na publicação do evento ocorrido, com isso muitos jornalistas deixam de lado valores e regras, bem como objetividade, impessoalidade e verdade. Consequentemente, milhares de assuntos são noticiados diariamente de form escandalizada, que prejudica os leitores interessados, mas, principalmente as vítimas envolvidas no caso, pois, até que se prove o contrário podem ser mal interpretadas e difamadas.
Nesse viés, a problemática está longe de acabar. Isso porque, por mais absurdas que determinadas manchetes sejam, conseguem públicos que não só as consomem, como também as compartilham. Segundo pesquisa feita para um estudo da Universidade de Oxford na Inglaterra, 6 em cada 10 brasileiros, creem nas notícias divulgadas pela mídia, esse número se mantém devido ao alto índice de analfabetismo funcional presente no país, que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já atinge quase 30% da população, que diferente do analfabeto pleno, são pessoas com níveis de escolaridade de médio a alto, entretanto, dotadas de nenhum senso crítico, sendo assim mais facilmente de serem persuadidas por notícias sensacionalistas.
Dessa forma, torna-se evidente, portanto, a necessidade de mudança no consumo de notícias no Brasil. Assim sendo, é necessário que veículos confiáveis de comunicação, como o Jornal Folha de São Paulo, divulguem os males do sensacionalismo jornalístico, por meio de matérias semanais que mostrem empresas e pessoas prejudicadas devido a má interpretação proposital feita diante de casos e reforce os fundamentos da profissão, que são a favor de imparcialidade e verdade, a fim de amenizar o sensacionalismo. Ademais, cabe também ao governo investir na educação pública, para que o índice de analfabetos funcionais diminua e o Brasil tenha cada vez mais cidadãos dotados de senso crítico.