A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 07/10/2019

Pesquisas comprovam que, o ser humano presta mais atenção ao ver noticias ruins de aspecto trágico à boa. Esse estudo mostra através do complexo reptiliano, que ainda existe uma parte do cérebro humano que foi mantido desde o homem primitivo, e responde estímulos de instinto selvagem. Tal aprofundamento científico é muito aproveitado pelo jornalismo, que depende da atenção dos telespectadores para seu maior rendimento. O grande problema da utilização desse “meio” de ganhar audiência, é a banalização da informação, com o exagero na forma de apresentar e desrespeito do espaço do entrevistado.

Uma vez que, o jornalismo deixou de ser considerado papel e passou a ser qualquer tipo de site noticiário ou programa de televisão, foi possível identificar um crescimento da banalização da informação. O sociólogo Zygmunt Bauman, diz em uma de suas teorias sobre a mudança da modernidade solida para a liquida, a teoria muito se assemelha à mudança estrutural jornalistica. Dado momento, que a distribuidora de informação quando ainda solida apresentava noticias seguras com baixa intenção de especular além do acontecido. Com a mudança de estado físico do jornal, houve uma crescente na emissão de manchetes insegura e na manipulação da noticia para transparecer algo a mais do acontecido.

Consequentemente, cada dia mais é possível se deparar com reportes explorando o momento emotivo de uma  família em meado de uma tragedia. Esse aproveitamento jornalísticos, não respeita o momento em que se passa a família, e chega até mesmo a manipular os envolvidos, para que se emocionem em frente as câmeras e para garantir alta na audiência. Os noticiários estão cada dia mais esperto, com a forma de transmitirem sua opinião perante o acontecido, e algumas vezes acabam acusando o individuo criminalmente ou difamando sua imagem, sem nem mesmo fatos concretos.

O aproveitamento do instinto selvagem para garantir altas audiências é uma forma legitima, porem os meios  explorados não justificam os fins. Portanto, o Estado urge ajudar a sociedade, por meio de investimentos governamentais na educação  e distribuição informativa dos direitos do cidadão. O governo deve agir com o Ministério da Educação (MEC), para implementar nas escolas aulas sobre o direito do cidadão e fazer palestras informativas, que demonstrem a estrutura banalizada que o jornalismo brasileiro está se tornando, para conscientização da sociedade.