A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 02/10/2019
Seguindo a ótica do império romano de entreter a população por meio do chamado “pão e circo” que consiste em uma série de entretenimentos que tiram o foco da população para problemas sociais ou governamentais, o jornalismo brasileiro usa de meios tendenciosos ou sensacionalistas com este mesmo intuito transformando qualquer forma de jornalismo em entretenimento, o que se torna ainda mais grave levando em consideração que 63% da população brasileira usa dos telejornais como única fonte de informação segundo dados da pesquisa brasileira de mídia.
Um caso clássico para conseguir ilustrar o que uma mídia sensacionalista pode afetar foi o caso “escola base” em São Paulo, onde uma notícia denegriu a imagem dos responsáveis por uma escola acusados de violência sexual contra seus alunos o caso foi tratado desde o princípio como verdade pelos jornalistas que nem se quer se preocuparam em apurar as denúncias, o desserviço prestado afetou o compromisso do jornalismo com a verdade, e a vida dos envolvidos.
De acordo com a visão de Kant o jornalismo deve seguir princípios validos para todos os homens, sendo assim a notícia a ser retratada deve ser feita de forma responsável para que não haja partes que não serão abordadas ou ignoradas, um jornalismo consciente priorizaria a verdade como única forma possível de tratar um assunto sem pensar no lucro ou na quantidade de acessos abordando todos os fatos e assumindo total responsabilidade por possíveis erros.
Tendo visto que o sensacionalismo é uma ferramenta usada para gerar lucros ou interesses, uma possível solução para o problema é a criminalização do sensacionalismo para que assim possamos responsabilizar canais de mídia ou jornalistas. Outra forma de remediar os efeitos de uma notícia sensacionalista é uma campanha do ministério da educação em colégios e centros acadêmicos para que se priorize a notícia verdadeira e a checagem das informações.