A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 03/10/2019
No século XX, com a chegada da 2ª revolução industrial, novos meios de comunicação foram criados, com eles, novas de difusão de informação. Atualmente, a presença do sensacionalismo brasileiro, prática que consiste na distorção dos fatos com propósito de alcançar maior visualização, compromete a credibilidade dos organismos midiáticos nacionais, visto que o desejo de obter lucro em detrimento da verdade juntamente com sua influência negativa sobre os indivíduos, agrava a questão.
Pode-se perceber que, o jornalismo brasileiro tem sido prejudicado pela presença de práticas sensacionalistas que, ao usar erroneamente do direito de liberdade de imprensa e expressão, traz notícias exageradas, alteradas ao ponto de se tornarem falsas, devido ao seu intuito de atingir ganho econômico. A revista Meia Hora, em agosto de 2015, teve como manchete de capa a morte de Luan Santana, cantor sertanejo, Porém, após os exemplares se esgotarem, soube-se que não se tratava da celebridade, e sim de Luan Santana Antunes, morador da periferia de Apucarana, no estado do Paraná. Logo, nota-se que ao deixar a verdade de lado, o sensacionalismo deprecia o jornalismo do país, haja vista que oferece um desserviço a população, tornando-a desinformada.
Além disso, sabe-se que esse tipo de notícia pode colocar em risco o bem-estar dos indivíduos devido à distorção dos fatos bem como a comoção desnecessária e perigosa que promove. Segundo o Ministério da Saúde, as notícias exageradas difundidas pelo movimento anti vacina, são os principais responsáveis pela queda no número de imunizações e consequente retorno do sarampo ao Brasil, no ano de 2019. Com isso, entende-se a influência nociva da presença do sensacionalismo, ao colocar em risco a saúde da população por meio da difusão de notícias duvidosas.
Desse modo, sabe-se que a presença do sensacionalismo prejudica a credibilidade do jornalismo, sendo necessário combatê-la. Para isso, é urgente que o Ministério da Educação, em conjunto das universidades de jornalismo, promova palestras, ministradas por jornalistas e psicólogos, visando conscientizar os estudantes quanto ao perigo de se distorcer e exagerar notícias. Outrossim, é preciso que os pais ensinem seus filhos a desenvolver o hábito de conferir a veracidade das notícias, para que, por meio do pensamento crítico, não sejam vítimas do sensacionalismo jornalístico.