A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 04/10/2019

Na Roma Antiga, com o intuito de informar a população sobre questões políticos e sociais ocorridos no império, o jornalismo já era praticado pelo imperador Júlio Cesar. Com o advento da tecnologia e a criação da televisão e do rádio, a busca pela imparcialidade da informação foi fundamental para que a sociedade perca a total submissão aos interesses governamentais e econômicos. Porém, na prática, a informação imparcial ainda persiste nos meios de comunicação. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de senso crítico e os interesses econômicos influenciam na problemática em questão.

Em primeiro lugar, a falta de senso crítico da população brasileira é o principal responsável por esse problema. Isso decorre porque, o sistema de ensino não prioriza o debate e a formação da capacidade crítica dos alunos em sala de aula, a prioridade é formar alunos que repetem conteúdos, e que não reflitam sobre a informação transmitida. A consequência disso, são pessoas que, no futuro, não vão ter interesses em questionar as notícias que vêem no telejornalismo e jornais impressos, tornando-os refém da manipulação e notícias sensacionalistas que influenciam na conduta social. Assim, Immanuel Kant já alertava a sociedade: “O homem é aquilo que a educação faz dele”.

Paralelamente, os interesses sócio-econômico das grandes empresas de comunicação intensifica esse problema. Isso porque, quanto mais audiência os meios de comunicação atingir, mais serão os lucros. Por exemplo, ao apresentar uma matéria sensacionalista, as pessoas que não têm a capacidade de questionar a informação, vão absorver e replicar, fazendo com que continue o oligopólio da audiência e os interesses econômicos dessas corporações.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse problema. Dessa forma, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, devem acrescentar na grade curricular dos alunos o debate em sala de aula, com o objetivo de estimular a capacidade crítica e o questionamento dos alunos. Dessa forma, a população não se torna refém dos interesses dos meios de comunicação. Além disso, o Poder Público, através de medidas constitucionais, deve fiscalizar as informações repassadas ao público, com a finalidade de combater notícias falsas e sensacionalistas. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.