A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 08/10/2019
Durante o governo nazista de Hitler, foi desenvolvida uma propaganda agressiva e eficiente utilizando o rádio e a imprensa, de modo a incutir na mentalidade do povo a devoção incondicional, bem como a obediência e fidelidade. Logo, nota-se que a maneira como os fatos foram transmitidos, teve como objetivo enaltecer a figura do líder ditador. Do mesmo modo, encontramos na atualidade, noticiários sensacionalistas, isso ocorre principalmente quando as informações vinculadas assumem a função de elevar audiência, ou seja, na utilização de certos artifícios para torna-las mais atraentes, desconsiderando a relevância do assunto como prioridade, como verdade e principalmente deixando de ouvir os dois lados.
É cabível abordar alguns fatores relacionados à prática da propagação sensacionalista, que vão desde abordagens insensíveis, apelações emocionais, omissões intencionais e manipulações dos fatos, menosprezando os impactos que esse tipo de prática possa causar.
Portanto, de acordo com o Código de ética no seu Art. 11, inciso III, “o jornalista é responsável por toda informação vinculada, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros”. Destarte, os mecanismos utilizados pelo jornalista para conduzir a reportagem terá grande influência, na formação de opinião crítica do telespectador sobre o tema abordado, sendo de total responsabilidade do emissor que a notícia chegue de forma idônea e munida de total imparcialidade, atendendo a sua função de transmissor e não de manipulador.
Em vista dos argumentos apresentados, é indispensável à criação de um conselho de ética, que atue na fiscalização, controle e punição, dos casos omissos comprovados, que causem constrangimento ou até mesmo danos psicológicos ou materiais aos envolvidos. Além disso, é relevante à adoção de um conjunto de medidas envolvendo emissora e jornalista, no comprometimento de uma prática mais ética e verdadeira, prezando a qualidade e o compromisso com a notícia e a sociedade brasileira. Só assim será possível resgatar a credibilidade e a confiança de um jornalismo imparcial e justo.