A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 10/10/2019

Conforme a ideologia do escritor Marshall McLuhan, “o meio é a mensagem”. Desse modo, compreende-se como as frases repetitivas, os efeitos sonoros e os exageros presentes no jornalismo brasileiro influenciam o público. E, tendo em vista que as emissoras televisivas utilizam desses recursos para obter vantagens em relação às outras, cabe analisar com maior amplitude o sensacionalismo nos canais de notícias do Brasil.

Precipuamente, ressalta-se o porquê desse problema nos noticiários do país. Durante a Era Vargas, a título de exemplo, o governo getulista criou o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), responsável por disseminar a imagem do presidente como “pai dos pobres” e, assim, adquirir mais popularidade entre os eleitores. Em vista desse fato, percebe-se que, há décadas, o Brasil utiliza estratégias midiáticas em prol de algo. Não tão distante, o programa diário “Balanço Geral”, da emissora Record, problematiza (mediante reportagens demoradas e músicas de suspense) temas recorrentes na sociedade, como assaltos e acidentes no trânsito. Com isso, eleva-se os níveis de audiência e, consequentemente, lucra-se com essa “enganação”.

Por conseguinte, como referido pelo físico Albert Einstein, a tecnologia é como um machado nas mãos de um criminoso. Desde a terceira fase da Revolução Industrial, ocorrida já no século XX, os aparelhos eletrônicos, como rádio e televisão, fazem parte do  cotidiano dos cidadãos. Logo, como expresso pelo sociólogo Durkhein, o homem é resultado do meio em que está inserido, o que evidencia a forte influência dessas manipulações diárias no comportamento dos cidadãos, além de desestimular seu senso crítico. O livro distópico de George Orwell, para exemplificar, mostra a dominação exercida pela “Grande Tela” na mentalidade dos habitantes, transmitindo mensagens que exaltam o governo autoritário e manipulador.

Diante dos fatos citados, portanto, urge que medidas sejam providenciadas para a erradicação do imbróglio no país. Mediante monitoramentos, cabe ao Ministério da Tecnologia, em parceria ao poder Legislativo, a aplicação de multas às emissoras televisivas, como Globo e SBT, que utilizam esse sensacionalismo regularmente, para que a população tenha acesso as notícias não modificadas e autênticas. Ademais, é dever do próprio telespectador se atentar a essas “reportagens atraentes” e não mais assisti-las, para que os casos de manipulação e falta de criticidade nos brasileiros se extingua. Com esse medidas, somente, o Brasil ver-se-ia livre das consequência oriundas do sensacionalismo presente no jornalismo.