A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/10/2019
O filme “Rede de intrigas” retrata um diretor de jornal que divulga boatos de que estaria pensando em suicídio, e assim, aumentando o interesse do público em suas matérias. Analogamente, o jornalismo brasileiro comumente utiliza do sensacionalismo para aumentar sua audiência, desinformando o povo. Este fato ocorre pela carência de leis que punam tais atitudes e falta de cuidado da população em verificar as matérias mais a fundo. Logo, atitudes para mudar essa realidade se fazem urgentes.
Mormente, é necessário frisar que os consumidores de matérias jornalísticas não costumam analisa-las minuciosamente. Conforme pesquisa da universidade de Columbia, 59% dos internautas que compartilham notícias nem sequer as leem. Em decorrência disto, os jornalistas são estimulados a utilizar o sensacionalismo em seu trabalho, sem se preocupar com a veracidade dos fatos. Nessa perspectiva, o objetivo da mídia acaba sendo deturpado, pois fazer manchetes apelativas se torna mais rentável do que faze-las fidedignas.
Ademais, ainda não existem no Brasil leis específicas e efetivas para punir os veículos midiáticos que divulgam notícias destoantes dos fatos. Isso é comprovado na ausência de penalidades à jornalista Mirella, que, em matéria da Rede Bandeirantes, noticiou um rapaz como acusado de estupro, sendo que não haviam provas concretas contra ele. Tal impunidade encoraja ainda mais os jornalistas a ludibriar a população e ferir o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que, em seu artigo 1º, fundamenta a atividade jornalística no direito do cidadão a informação.
Destarte, é necessário mudar essa realidade. O poder legislativo deve criar leis que punam os veículos jornalísticos que divulgarem notícias falsas. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as grandes redes televisivas - Globo, SBT e Record -, deve divulgar matérias que alertem a população sobre o perigo de não verificar a fundo as notícias jornalísticas. Tais atitudes prevenirão os cidadãos do sensacionalismo e seus efeitos nocivos, resultando em indivíduos melhor informados.