A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 16/10/2019

No mundo contemporâneo, não há dúvidas da importância dos meios comunicação, como os jornais. De forma geral, o amplo e veloz alcance desses meios, graças às tecnologias, permitiu o acesso à informações  antes restritas a certos grupos ou classes sociais. Contudo, em especial no contexto brasileiro, nota-se um sensacionalismo crescente nos conteúdos midiáticos, seja por influência mercadológica, seja pela passividade dos leitores.

Desde a Roma Antiga, passando pelo século XVII, o sensacionalismo jornalístico já se fazia presente, sobretudo para ampliar o alcance do público e, consequentemente, as vendas. Nesse sentido, há um paralelo com o que se observa em relação aos conteúdos midiáticos para com esses períodos históricos. Isso porque, devido à necessidade incessante do lucro, as mídias preocupam-se mais em alcançar e ter mais público do que passar um conteúdo de valor para sociedade,utilizando narrativas, muitas vezes, emotivas e carregadas de falsas informações/dados.

Ademais, convém pontuar a passividade do leitor em relação às informações disseminadas pelas mídias. Conforme o pensamento de Zygmunt Bauman, o indivíduo perde a capacidade reflexiva com o excesso de conteúdos, visto que está a todo momento sendo bombardeado pelas tecnologias - fato presenciado no cotidiano do mundo tecnológico hodierno. Tal ocorrência torna-se pior quando o número de pessoas que possuem dificuldade de entender o que está escrito beira os 38% da população brasileira (2018), segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional.

Logo, a fim de que haja a diminuição dos efeitos sensacionalistas midiáticos no contexto brasileiro, ações devem partir do próprio indivíduo como leitor. Desse modo, é dever do cidadão verificar as fontes utilizadas e confirmar a autenticidade das informações recebidas, fazendo as devidas denúncias aos órgãos competentes, como o Ministério Público. Só assim o leitor exercitará sua capacidade reflexiva e interpretativa, despredendo-se do sensacionalismo.