A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 17/10/2019
O jornalismo teve início no império romano, como forma de propaganda do imperador Júlio césar, e sofreu significativas mudanças até os dias atuais. Na revolução francesa ela agiu como forma de emancipação da burguesia diante dos governos absolutistas. Porém, atualmente a mídia é usada como instrumento de dominação de massas, para isto a ‘‘ação comunicativa’’ proposta por Jurgen Habermas é uma forma de diminuir os maleficios da midia sensacionalista burguesa atual.
A priori, é necessário entender que a mídia atual é financiada por grandes empresas e subordinada a estas. Portanto, a mídia manipula as massas em favor do interesse das elites.Logo, são usadas técnicas de linguagem para influenciar os telespectadores, como dito pelo filósofo Jurgen Habermas ’’ A escolha das palavras pode influenciar a forma como pensamos e até nossas ações’’.
Ademais, o jornalismo atual se tornou sensacionalista, devido a sua escolha de palavras em busca de audiência a qualquer custo. Enfim, a mídia deixa de ter o caráter emancipador que teve na revolução francesa e passa a ser um instrumento de dominação de massas utilizado pela burguesia, a fim de controle político e cultural.
Assim, para que o jornalismo seja menos sensacionalista e tenha a função de orientar o povo, o governo e a população devem se aproximar e dialogar mais, pois somente com uma ‘‘ação comunicativa’’ as mídias perderam a capacidade de manipular as massas populares.Isto pode ser feito por meio da criação de debates populares em universidades, escolas e até na internet. Assim, como consequência da comunicação entre os cidadãos, a sociedade brasileira não se deixará levar por veículos de comunicação sensacionalistas.