A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 16/10/2019
Atualmente, percebe-se que com a ascenção das mídias sociais, o brasileiro busca se informar, cada vez mais, através de meios alternativos. Esse fato, muitas vezes, está associado a crescente descrença nos veívulos tradicionais de notícias, como o jornal, visto que o sensacionalismo e a falta de transparência são práticas comuns nesse meio.
Em primeira análise, cabe analisar o papel do jornalismo sob a perspectiva de um dos pais da democracia americana, Thomas Jefferson. Segundo o autor, o livre exercício jornalístico é imprescindível para a regulação do Estado. Nesse sentido, um governo sem jornais seria uma completa inversão dos valores que fundam a democracia. No entanto, adoção de práticas sensacionalistas por parte de alguns jornais, estão se tornando frequentes e, em alguns casos, imorais diante desse princípio jornalístico. Logo, é comum o uso de manchetes tendenciosas e oportunistas, além de distorções ao fato enunciado pelo veículo de notícia, que geralmente, revela-se parcialmente comprometido e inteiramente desconectado da verdade.
Vale ressaltar que, por vezes, são publicadas reportagens jornalísticas onde o teor da informação não foi previamente checado e comprovado. O caso mais recente dessa prática, foi a divulgação de mensagens privadas de autoridades políticas brasileiras pelo site de notícias The intercept Brasil. Segundo o jornal, a publicação desses materiais era em prol do interesse público, porém a publicação de materiais privados e não averiguados fere, não somente, códigos de ética, mas também o direito de proteção de dados pessoais, na qual é garantido em lei.
Evidencia-se, portanto, que a presença de condutas sensacionalistas dentro meio jornalístico é um problema para a constituição de uma democracia pujante. Logo, cabe ao Ministério da justiça e segurança pública o desenvolvimento de projetos de leis que inviabilizam a publicação de reportagens que não possua a veracidade das informações confirmada e que, por consequência, resulta em danos morais às pessoas sitadas na matéria. Para que tal ação seja neutralizada, esses projetos devem descrever os desvios de conduta ilegais no jornal, atribuíndo punições adequadas para o autor das notícias e o veículo que as transmitiu. Ademais, cabe a mídia alertar à população sobre o conteúdo falso contido nas notícias veiculadas, a fim de que se impeça a republicação em outros meios de comunicação e a desinformação generalizada. Sendo assim, será possível que a sociedade brasileira tenha o seu pleno direito a informação, sem inverdades ou ilações.