A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 17/10/2019
Thomas Hobbes, filósofo inglês, dizia que “o homem é o lobo do homem”. Nesse sentido, ao se falar da imprensa no Brasil, vê-se o uso de apelações que podem destruir a vida de um indivíduo. Sendo assim, pode-se citar a impunidade ante o mal que é feito e a busca desenfreada por audiências cada vez maiores como pilares da problemática em questão.
Cabe pontuar, primeiramente, que há uma incessante busca por audiência. Com isso, o uso do sensacionalismo exacerbado em chamadas, manchetes e matérias é uma maneira, errada, de atrair telespectadores. Além disso, com o advento da internet, há o “clickbait”, que é uma chamada surreal para haver mais clicks dos usuários, gerando maior renda por publicidade. Portanto, observa-se que há um tipo de “vale-tudo” para conquistar audiência em busca de lucro.
Outrossim, raramente se vê punição para os jornalistas. Ademais, segundo pesquisa do Instituto Reuters, cerca de 60% da população nacional acredita na imprensa, o que demonstra a proporção que uma notícia pode tomar. Nessa perspectiva, Émile Durkheim, sociólogo francês, dizia que além de formador da sociedade, o homem é um fruto dela, logo, ao não punir o abuso do sensacionalismo abre-se precedentes para que outros façam igual.
Fica claro, portanto, que a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro é um problema. Logo, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Justiça criar sanções que inibam o sensacionalismo. Exemplo disso seria a suspensão de sites e programas que abusam do artifício em questão, a fim de melhorar o nível da imprensa. Por fim, tomada tal medida, o ser humano parará de prejudicar o próximo em busca de elevar a audiência.