A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 25/10/2019

O escritor brasileiro Mario Quintana certa vez afirmou que “O homem – eternamente escravo de suas paixões pessoais – é absolutamente incapaz de imparcialidade.” E no âmbito jornalístico, onde a imparcialidade na hora de transmitir informações é obrigação de noticiaristas e emissoras, o Brasil mostra-se escravo do sensacionalismo, tornando o jornalismo nacional duvidoso e inconsistente.

Em primeira analise observa-se boa parte do conteúdo jornalístico produzido na atualidade tem como objetivo atrair o público e não informar de forma rápida e coerente. Reportagens sobre a vida pessoal de pessoas influentes, um titulo escandaloso, muitas vezes falso, e a produção de todo um espetáculo emocional a partir de noticias comuns tem sido a receita de quase tudo o que tange o jornalismo nacional. O problema é que toda essa hiperbolização das informações, quebra com a neutralidade e imparcialidade do que esta sendo transmitido, podendo ocasionar divulgação de noticias falsas, as conhecidas “Fake News” e transforma problemas simples em noticias catastróficas que alarmam e causam transtornos na vida de quem recebe determinada informação.

Em segunda analise é possível visualizar que boa parte dos brasileiros aplica grande confiança quanto ao que é transmitido pelo jornalismo nacional já que, segundo pesquisa feita pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, 60% dos brasileiros entrevistados confiam nas noticias veiculada pelas empresas de comunicação. O problema é que toda essa confiança sem averiguação das informações, aliada a um jornalismo completamente sensacionalista, lava ao compartilhamento de noticias falsas, disseminação de ódio na internet e outros meios de comunicação, invasão da privacidade de diversas pessoas e quebra com o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

Visto o apresentado é necessário que o Poder Legislativo faça com que o Código de Ética seja seguido a risca pelas empresas de comunicação, criando leis que punam através de multas e impedimentos da transmissão de noticias por parte de veículos de comunicação que usam do sensacionalismo como forma de atrair público e quebrem com a imparcialidade obrigatória que deve ser apresentada pelo jornalismo de forma geral, visando promover um jornalismo mais limpo, integro e informativo. Só assim será possível abolir a escravidão sensacionalista do jornalismo no Brasil.