A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 27/10/2019

Na Roma Antiga, percebeu-se que as notas oficiais redigidas de uma determinada forma despertavam maior interesse no corpo social. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere à questão do jornalismo sensacionalista. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante a todo o cidadão o direito à informação, e esta deve ser correta e imparcial. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: os prejuízos sociais gerados por essa problemática  e a incessante busca pela audiência.

Em primeira análise, é lícito postular que o sensacinalismo jornalístico é responsável por inúmeros prejuízos ao tecido social. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Oxford, 60% dos brasileiros confiam nas informações  veiculadas pelas grandes empresas de comunicação. No entanto, a pouquidade de informações transmitidas de modo imparcial impossibilitam a população de debater e expor diferentes pontos de vista. Nesse contexto, é perceptível o emprego do jornalismo sensacionalista para manipulação das massas. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as medidas cabíveis para que o tecido social tenha acesso a informação de forma correta e imparcial.

Outrossim, a incessante busca pela audiência faz com que o jornalismo seja utilizado apenas como  um meio para alcançar o maior índice de espectadores. Consoante a Contituição Federal, ninguém deve ser submetido a tortura, nem a tratamento  degradante, entretanto, no ano de 2012 uma reporter da Tv Bandeirantes fez uma entrevista com um suspeito de estupro e ridicularizou este por considerar a forma de falar do entrevistado errônea.  Logo, é notório que, na contemporaneidade, a busca pela audiência faz com que  inúmeros jornalistas violem o Código de Ética. Destarte, faz-se necessário que o público brasileiro torne-se consciente do tipo de informação que consome.

Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve desenvolver um projeto, nas escolas de ensino fundamental e médio, por meio de palestras para pais e alunos, com o obvetivo de incentivar o desenvolvimento do senso crítico do corpo social. Dessa forma, poder-se-á combater o jornalismo sensacionalista e tornar o Brasil um país desenvolvido socialmente.