A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 28/10/2019

Em 2008, ocorreu o caso “Isabella Nardoni”, quando uma menina brasileira de cinco anos de idade foi jogada do sexto andar do Edifício London, situado em São Paulo. A mídia, em busca de audiência, elaborou matérias com estratégias sensacionalista, como fotos da criança e palavras de forte efeito emocional. Tal tática tornou-se corriqueira no meio jornalístico, a qual  acresce nos erros de apuração e legitimidade o que implica na desinformação do leitor/telespectador.

A priori, cabe ressaltar o meio em que encontra-se o jornalismo. Posterior à Guerra Fria, o capitalismo foi aderido por quase todos os países, incluindo o Brasil. Tal fato converge com a estrutura de notícias sensacionalista, a qual visa a máxima obtenção de lucros atraindo o público. Nesse sentindo, as matérias tendenciosas comprometem o raciocínio e as concepções da população, uma vez que esta não detém a síntese de informar, mas reproduzir algo como minissérie da vida denotativa.

A posteriori, a exploração midiática de casos trágicos promove uma ânsia psicológica pelo próximo capítulo. Dessa maneira, as notícias da imprensa sensacionalista desvincula-se à veracidade e imparcialidade ao não apurar os fatos ou confirmar a autenticidade de sua fonte, o que promove “revelações” inconclusivas, adulteradas e parciais. Assim, os leitores/telespectadores possuem sua opinião moldada, o que gera escassez racional derivada das matérias subjetivas e inautênticas.

Portanto, diante da emblemática exposta, é notório o déficit de informações construtivas na mídia brasileira. Desse modo, cabe ao Ministério Público Federal instituir órgãos para frear a mídia “espetacularizadora” por meio de um novo Ministério. Outrossim, compete ao Ministério da Educação acrescentar aulas que remetem à estrutura jornalistica, assim os alunos poderão identificar o sensacionalismo e denunciá-lo. Isto posto, a Era da tecnologia informativa realmente chegará ao Brasil.