A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 28/10/2019

Muito se tem discutido a respeito do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. De fato, a globalização aproximou as pessoas e permitiu o desenvolvimento de “aldeias globais” em que há pequenos núcleos de informação referentes a diversas partes do mundo. Contudo, a espetacularização dessas notícias gera problemas que possuem origem, principalmente, na falta de ética de alguns jornalistas e na manipulação exacerbada da mídia.

Primeiramente, é inegável que, em muitos casos, o código de ética jornalístico é negligenciado em prol de uma “notícia bombástica”. Como a mídia no Brasil é livre de censura, alguns profissionais da área acabam exagerando e, até mesmo, deturpando a informação que deveriam transmitir ao público. É o caso do jornalista Datena que, por exemplo, ao noticiar um roubo de carro ocorrido na cidade de São Paulo, o jornalista não deu detalhes do ocorrido, apenas sua opinião. Assim, associações  não governamentais reguladoras da mídia e de  propagandas, como o CONAR, são fundamentais para mitigar alguns casos de abusos.

Além disso, a manipulação do público também é um fator relevante presente no sensacionalismo do jornalismo no Brasil. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, a manipulação das massas ocorre através da alienação das pessoas, com o objetivo de controlar o público e transformá-lo em massa de manobra. Com isso, considerando que a mídia é uma  grande formadora de opinião, a distorção de fatos em prol de uma história semi-fabricada é uma realidade que precisa ser combatida.

Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal, em associação com empresas de criação de aplicativos, desenvolva um “app” de denúncia anônima para que o telespectador possa relatar casos de má conduta profissional do jornalista, pois o sensacionalismo em excesso desinforma a população. Ademais, com o fito de mitigar a manipulação midiática, psicólogos devem ministrar palestras, nas escolas, a respeito da importância de se desenvolver um senso crítico, uma vez que nem tudo o que se vê no noticiário deve ser absorvido como verdade absoluta. Dessa forma, a espetacularização das notícias será uma prática menos abusiva e prejudicial aos brasileiros.