A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 09/01/2020
Na Roma antiga houve o primeiro exemplo do que seria ‘‘jornal’’, as actas diurnas que divulgavam os atos governamentais, em que incluíam informações próprias para abranger um público maior. Hodiernamente, o sensacionalismo está presente na mídia brasileira, há o objetivo de alcançar bastante telespectadores e leitores trazendo por vezes notícias exageradas e manipuladoras.
Em primeira análise, em 2008, o caso de Eloá ficou conhecido, a adolescente foi sequestra e mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, a mídia acompanhava em tempo real o acontecido, não só informava o que se passava com a menina, mas também romantizava o crime. Além disso, as emissoras de tv chegaram a atrapalhar a ação da polícia, esse caso mostra o quanto é errôneo o jornalismo que ultrapassa limites de ética e respeito.
Outrossim, é notório a quantidade de matérias com extremismos e opiniões expressas. O jornalismo perde frequentemente a imparcialidade por não transparecer todos os aspectos sobre o ocorrido, o que impulsiona o consumidor da informação a visão apresentada na notícia e não a refletir e adquirir seu próprio ponto de vista.
Portanto, faz-se mister intervenções que atenuem o quadro no Brasil. O estado, sendo a principal autoridade, deve promover através do ministério da educação, debates nas escolas visando mostrar quando a mídia está sendo sensacionalista e como evitar notícias falsas. Ademais, é de extrema importância que a justiça passe a responsabilizar as emissoras televisivas por essas atitudes para que não haja outros casos como o de Eloá, em que a vítima acabou morta.