A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 12/02/2020

Atualmente com a facilidade do acesso à internet e outros grandes meios de comunicação, milhões de pessoas diariamente são bombardeadas com notícias que podem apresentar dois grandes problemas, sendo estes o sensacionalismo e as “fake news”, na qual na maioria dos casos estão atrelados e visam um propósito: chocar e manipular a população.

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”, entretanto, hodiernamente as informações nem sempre apresentam veracidade, e o culto pela audiência extrema é o fator que leva os principais meios jornalísticos ao ato da propagação exacerbada do sensacionalismo. Em contrapartida, de acordo com a pesquisa feita pela Instituto Reuters para a Universidade de Oxford, 60% dos entrevistados brasileiros confiam nas informações que a mídia reproduz, ou seja, esses veículos abusam da confiabilidade da população e as usam como um intermediário para a circulação de notícias sensacionalistas.

Ademais, essa conduta midiática não é novidade, uma vez que os pensadores da Escola de Frankfurt durante o século XX criticavam o uso do poder da indústria cultural, que além da manipulação visava apenas consumidores e não mais uma audiência com pensamento crítico, criando uma homogeneização dos comportamentos da sociedade, de maneira análoga a situação do brasileiro, que além de confiar nos noticiários, não buscam pela veracidade dessas informações dadas. Logo, essa circunstância pode levar a disseminação de diversos dados tendenciosos, conhecidos como “fake news”, por outras palavras, um conteúdo falso, de fácil fluxo nos meios de comunicação, que visam caluniar alguém ou simplesmente criar dados errôneos, que dificilmente são colocados à prova, justamente por serem altamente dosados com o sensacionalismo.

Destaca-se a necessidade de criar políticas públicas que objetivam a fiscalização das informações que circulam todo território, através do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que por meio de subsídios, irá investir em um jornalismo de qualidade, que passará por uma avaliação condizente com um código de ética jornalístico, sendo este já existente no país, de forma que a liberdade de expressão e o relacionamento com a verdade caminhem de forma paralela, com a finalidade de formar um cidadão crítico, reflexivo e engajado socialmente, situação desejada pelos pensadores de Frankfurt.