A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 21/03/2020
Na segunda temporada da série americana “Black Mirror”, aborda-se o sofrimento da personagem Victoria, que ao final descobre que estava participando de um programa de televisão, que consistia em transformar seu martírio em entretenimento. No tocante, fora das ficções, a realidade é similar, visto que, constantemente, são divulgadas reportagens nas redes televisivas, no qual à presença do excesso de violência. Não obstante, as grandes redes televisivas são comandadas por grandes empresas nacionais, ao qual atendem suas “exigências”, tendendo ao excesso de sensacionalismo. Sob esse viés, medidas socioeducativas precisam ser tomadas contra esse problema informacional.
Nessa conjuntura, como no seriado relatado, é obstante a presença de reportagens com demasiados episódios de violência. Nesse sentido, a vida de diversas pessoas pode ser afetada por essa busca de informações, a exemplo como no caso da jovem Eloá Cristina, morta aos 15 anos pelo ex-namorado, no qual a presença invasiva da mídia televisiva brasileira foi duramente criticada, por perpassar, muitas vezes, o trabalho policial chegando a fazer entrevistas com o assassino da jovem. Sob essa óptica, é notória a necessidade da presença de medidas estatais que vão de encontro a exacerbada invasão das mídias brasileiras a vida da população.
Outrossim, é válido ressaltar que as grandes mídias televisivas do país são subordinadas aos grandes grupos empresariais nacionais. Nesse sentido, muitas reportagens são lançadas com o excesso de sensacionalismo, buscando agradar aos grandes empresários. Análogo a essa ideia, é notória a presença dessa manipulação na sociedade, existindo a aparência de uma “sociedade do espetáculo”, termo criado pelo Francês Guy Debord, que condiz em mostrar a população apenas aquilo que lhe é aprazível, criando uma manipulação em massa. Acerca dessa lógica, cobranças advindas do âmbito social são de suma importância contra essa realidade.
Portanto, com fito de solucionar o percalço, o Governo junto ao Ministério das Comunicações, deve sancionar leis que fiscalizem o conteúdo propagado pelas mídias televisivas, visando transparência dos meios telecomunicativos, ao meio informacional da população. Ademais, é notório que as Organizações não Governamentais (ONGs), busquem o apelo da população por meio de campanhas em locais públicos, que levem informações, por comando de palestras com profissionais da área informacional, sobre o sensacionalismo a todas as camadas da população, ao demonstrar insatisfação aos conteúdos propagados pelas mídias. Nesse viés, com essas medidas, realidades como a de Victoria podem não vir mais a ser uma realidade no País.