A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 16/04/2020

O Código de Ética dos Jornalistas declara que os profissionais devem analisar todas as possibilidades das notícias e tratá-las com imparcialidade antes da divulgação. No entanto, constata-se a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, em virtude da busca por audiência, por meio dos exageros nos acontecimentos. Visto que a subjetividade no meio de comunicação e a normatização dos eventos contribuem com esse cenário, medidas fazem-se necessárias.

Em primeira análise, é evidente que, muitas vezes, a imparcialidade nas informações divulgadas pela imprensa não é seguida. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisa feita pelo Instituto Reuters, mais da metade dos brasileiros entrevistados afirmaram acreditar nos meios de comunicação. Sob essa ótica, tendo em vista que a subjetividade é exposta aos espectadores por notícias tendenciosas, consequentemente, a atenção do público é atraída para assuntos insignificantes, por exemplo. Desse modo, com o foco da audiência em notícias sensacionalistas, há desfoque em informações efetivamente relevantes.

Além disso, com o crescente sensacionalismo nos jornais, a suavização de ocorridos chocantes, como assassinatos, é uma realidade. Nesse sentido, no final do século XX, um programa jornalístico da emissora SBT exibiu ao vivo o suicídio de uma jovem, o que abismou alguns telespectadores. Por conseguinte, embora que esse episódio não era comum aos noticiários, desde então, diversos acontecimentos semelhantes passaram a ser exibidos frenquentemente.  Dessa forma, nota-se a contribuição com a normatização dos casos repugnantes.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente à Associação Brasileira de Imprensa, promover a diminuição do sensacionalismo nos jornais, por meio de fiscalizações das notícias veiculadas ao meio de comunicação, em que os fundamentos jornalísticos – objetividade, imparcialidade e verdade – sejam averiguados e instruídos, com o intuito de diminuir os exageros unidos às notícias. Dessa maneira, o sensacionalismo no jornalismo brasileiro será diminuído.