A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 03/04/2020
Este trabalho nasceu das investigações acerca do jornalismo sensacionalista no Brasil. Devido à ampla utilização de inúmeros termos para designar a existência do sensacionalismo nas notícias e uma imprecisão teórica sobre o assunto, verificamos a necessidade de buscar teorias concisas e claras para esta área dos estudos jornalísticos.
Devido à lacuna existente a respeito do gênero sensacionalista, este estudo busca desvendar as propriedades linguísticas ou não necessárias para designar a ocorrência de sensacionalismo na atividade jornalística. Como estudo de caso, abordaremos a morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008, em São Paulo, que recebeu uma cobertura jornalística espetacular, comoveu os brasileiros e tornou-se um marco para os estudos sobre os rumos do jornalismo no país .
Os meios de comunicação dos mais diferentes programas e linhas editoriais – “elegeram” este caso para dar uma cobertura extraordinária, trabalhando, muitas vezes, à frente da investigação policial. Mas por que a garotinha Isabella recebeu tamanha atenção da imprensa e da própria sociedade, que acompanhou tão de perto este crime? E por que o jornalismo é fundamental para não somente noticiar, mas para formar juízo de valor sobre os fatos ?