A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 04/04/2020
De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, é assegurado a todos o direito à informação e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário evidenciado pela presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro impede que isso ocorra na prática, ora pelo lucro advindo disso, ora pelo pânico coletivo. Nessa perspectiva, é indispensável que as autoridades competentes contribuam no combate dessa problemática.
Sob esse viés, pode-se apontar como obstáculo à consolidação da solução o objetivo capitalista de conseguir maior audiência. Na obra ‘‘L’spirit’’ do Filósofo Claude Helvétius, para limitar os interesses particulares é preciso haver leis que priorizem o coletivo. Diante disso, é fulcral que a sociedade civil exija do Estado a formulação de leis mais rigorosas quanto ao tema. De modo a preservar a população do contato com notícias apelativas que incitam o horror comunitário.
Outro ponto relevante, nessa conjuntura, é o pânico coletivo. Nesse raciocínio, o Sociólogo Émile Durkheim em sua teoria do ‘‘Fato Social’’, preconiza que um indivíduo só poderá agir conforme conhecer o contexto o qual está inserido. No entanto, boa parte da população não sabe distinguir informações que sejam sensacionalistas ou não, ocasionando no medo. Ante disso, é necessário que o Poder Público promova esse esclarecimento por intervenção educacional.
Dessarte, constata-se que estratégias são necessárias para modificar essa realidade. Logo, o Poder Legislativo por meio da elaboração de novas leis, deve autorizar punições mais severas para jornalistas e empresas de comunicação que propagarem o sensacionalismo em seus canais de informação. Ademais, o Ministério da Educação por intermédio das Secretárias de Educação de cada estado, devem exigir obrigatoriedade de oficinas, palestras e aulas interdisciplinares nas escolas, de modo a ensinar aos alunos a reconhecerem os canais confiáveis de informação. A fim de que esse impasse seja paulatinamente erradicado no Brasil.