A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 25/04/2020
A imprensa inventada por Gutenberg, na Alemanha, tinha o objetivo de ser democrata e disponibilizar conhecimento imparcial. Entretanto, no jornalismo brasileiro contemporâneo é exponencial número de notícias sensacionalistas e sem preocupação com a veracidade. Com efeito, este cenário é fruto tanto da falta de fiscalização governamental quanto da impunidade na internet.
Em primeiro plano, é válido destacar que não há um órgão específico que fiscalize a veracidade de notícias, de modo que muitos indivíduos acabam por ter acesso e basear suas opiniões nas ‘‘fake news’’, isto é, matérias sensacionalistas e inverídicas. Desse modo, segundo o teórico Pierre Bourdie, ‘‘as mídias sociais são instrumentos de auxílio da democracia direta e não devem ser convertidos em mecanismos de opressão’’. Comprova-se, assim, que a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro é um fator de opressão, visto que busca criar uma opinião nos leitores usando notícias falsas, como foi nas eleições brasileiras de 2018 no Brasil, onde todos candidatos foram vítimas das ‘‘fake news’’ como uma tentativa de perder eleitores.
Além disso, é fundamental ressaltar que em 2014 criou-se o Marco Civil da Intenet, isto é, regulamentou-se leis para o uso da internet. Nesse sentindo, segundo o filósofo Montesquieu, “quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda a parte’’. Percebe-se ,portanto, que a existência de leis não é o suficiente, a falta de uma fiscalização gera a impunidade e facilita a proliferação de notícias tendenciosas e falsas por parte do jornalismo brasileiro.
Portanto, é importante salientar que a falta de fiscalização aliado a impunidade corroboram para o sensacionalismo presente no jornalismo brasileiro. Por isso, é imprescindível que o Governo Federal aliado ao Ministério da Tecnologia crie um órgão especializado em fiscalizar notícias, por meio da criação de uma delegacia que condene os responsáveis por veicular ‘‘fake news’’, para assim criar uma imprensa imparcial e democrata como proposto por Gutenberg.