A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 22/04/2020

Como foi informado pela pesquisa Trust in the Media, realizada em 2019 pelo Instituto Ipsos: “o Brasil é o quarto país que mais confia no conteúdo produzido por jornais e revistas”. Dado preocupante, já que nota-se constantemente a presença do sensacionalismo na mídia brasileira, que busca audiência através de notícias exageradas, apelativas e chocantes.

Conduta essa utilizada pelo apresentador do programa Cidade Alerta, Luiz Bacci, que expôs uma mãe abalada, após noticiar ao vivo o assassinato de sua própria filha; mostrando a falta de empatia pelo sofrimento alheio, além de sua tentativa de obtenção de Ibope à qualquer custo. Posteriormente com a repercussão negativa do caso, o jornalista e sua família foram ameaçados de morte, provando que o sensacionalismo nada mais é que um ciclo vicioso que prejudica a todos.

Ademais, a divulgação de casos como o citado anteriormente, que tem o intuito de chocar emocionalmente a sociedade, são consideradas violações ao código de ética dos jornalistas brasileiros, infringindo assim o artigo 11 inciso II que prevê que o jornalista não pode divulgar informações  “de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;”.

Portanto, o governo deve, por meio de maiores penalizações, gerar multas aos veículos de comunicação que eventualmente violarem o Código de Ética e suspender a sua circulação por um período maior, que será determinado após o caso ser julgado pelos tribunais, com a finalidade de combater o sensacionalismo na mídia brasileira.