A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 06/10/2020
O sensacionalismo jornalístico é uma postura na comunicação em massa que manipula notícias e informações e minimiza a atuação de princípios éticos como, por exemplo, imparcialidade e objetividade. Nesse contexto, o sensacionalismo no jornalismo brasileiro pode maximizar o processo de banalização da violência e representar uma ameaça à democracia.
Em primeiro plano, é válido salientar que a lógica empresarial do jornalismo atual é movida pelos índices de audiência. Assim, observa-se que as notícias trágicas e as violências são utilizadas na busca por maior notoriedade por meio da manipulação desses acontecimentos, que intensifica e dramatiza as informações. Entretanto, segundo o filosofo Adorno, o sensacionalismo é responsável por conduzir um pensamento de massa que, nesse contexto, banaliza a violência na sociedade brasileira, tornando-a comum e aceitável.
Em segundo plano, vale ressaltar que, segundo a pesquisa do Ibope, o jornalismo televisivo é a principal fonte de informação de 63% dos brasileiros. Assim, é evidente que a falta de imparcialidade na transmissão de informações representa uma ameaça à democracia por manipular a opinião pública, dificultando a tomada de decisões e a formação de opiniões bem fundamentadas. Exemplo disso é a série Privacidade Hackeada, que evidencia como o sensacionalismo, atrelado à coleta de dados pessoais, é capaz de mudar o rumo de uma eleição presidencial. Conclui-se, portanto, que o sensacionalismo jornalístico maximiza o processo de banalização da violência e representa uma ameaça à democracia. Assim, é importante que o Governo incentive uma postura crítica e não alienada na população. Isso por meio de campanhas educativas que desenvolvam um olhar crítico sobre o jornalismo de qualidade, que deve ser imparcial e ouvir dois lados de uma mesma história. Assim, a população buscará uma visão plural dos fatos para a tomada de decisões e a formação de opiniões bem fundamentadas.