A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 28/04/2020

Com o avanço dos meios informativos tornou-se comum a constante busca por notícias, sendo em jornais físicos ou digitais. Aquilo que deveria ser fonte de informação de confiança acaba por ser distorcida pelo incoerente sensacionalismo jornalístico. A busca por audiência, além da confiança das pessoas nas empresas de comunicação, conseguem tornar comum o exagero no que se é publicado para informação pública.

Em primeiro plano, a busca por audiência é tida como prioridade pelos jornais, mesmo que para isso seja necessário deixar o respeito para trás. Os títulos radicalizados e a busca por impacto sem importar-se com a veracidade do que se é publicado,torna os jornais cada vez mais sensacionalistas. Segundo o Centro de Estudos de Violência e Cidadania,a polícia é a principal fonte de sensação de quase 33% dos jornais pesquisados, e apenas 7% apresentam uma solução para a violência.Assim fica claro como a preocupação com o maior número de leitores vem antes da veracidade e preocupação com a resolução do problema.

Em segundo plano,de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Reuters para o Estado do jornalismo, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, 60%  dos entrevistados do Brasil confiam em notícias divulgadas pelas empresas de comunicação. A grande credibilidade atribuída as fontes de notícias, além da normalidade dada às matérias escandalizadas acaba tornando comum a sensação jornalística.

Portanto,a grande incidência de notícias sensacionalistas deve ser contida. Para que isso aconteça cabe ao governo atribuir multas aos jornais que publiquem matérias sensacionalistas,por meio da formulação de leis, além da população não atribuir credibilidade a essas notícias,pesquisando em outras fontes, assim o sensacionalismo jornalístico poderá ser diminuído.