A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 24/05/2020

No governo de Getúlio Vargas, precisamente durante o Estado Novo, a publicidade e propaganda desempenharam um papel importante na consolidação de seu governo, por meio de imagens e notícias extremamente sensacionalistas com viés patriótico. Nesse contexto, o sensacionalismo no jornalismo sempre existiu e desempenhou papeis relevantes na história brasileira, causando grande comoção e, possivelmente, desordem. Tal problema está interpenetrado na falta de conhecimento da população e na inação do Estado sobre essa problemática.

Constata-se, a princípio, que a falta de discernimento perpetua o papel alienante do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Isso ocorre devido ao atual sistema de ensino que, de acordo com Vera Maria Candau, está preso a moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Sob esse viés, com o inócuo sistema educacional, que deveria auxiliar na construção do caráter crítico da população, as instâncias midiáticas sensacionalistas se aproveitam desse quadro e disseminam notícias que causam grande comoção, a fim de vender  seu conteúdo e, muitas vezes, influenciam na opinião pública. Dessa maneira, com a falta de criticidade presente na população, a alienação pelas notícias irreais é a única realidade.

Outrossim, somado ao supracitado, a inação do Estado frente ao sensacionalismo midiático corrobora para esse problema da sociedade moderna. Nessa lógica, o Governo Federal não se posiciona sobre o problema, de modo  que é inexistente o quantitativo de medidas para modificar esse cenário, seja por meios legislativos, como criação de leis, seja por meios judiciários para a punição. Esse problema é visto com frequência, pois é usado para favorecer certos posicionamentos políticos e ideológicos, como aconteceu na Alemanha, durante o  governo nazista de Hitler, o qual usava propagandas com alto teor expressivo e emotivo, a fim de conquistar a opinião pública sobre suas ideias. Desse modo, enquanto o sensacionalismo estiver presente na sociedade, as informações sempre serão desvirtuadas.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que providências sejam tomadas para obliterar o sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Para isso, cabe ao Ministério da Educação construir um perfil crítico e que sempre busque a verdade nas mensagens midiáticas, por intermédio de maior carga horária de aulas como Filosofia, a qual ensinará como fugir de notícias sensacionalistas pela análise da linguagem usada, a fim de coibir esse problema. Ademais, o Estado, na figura do Poder Legislativo e Judiciário, deve punir o sensacionalismo, por meio da criação de um pacote de leis denominado “A verdade por trás das mensagens”, o qual irá, mediante delegacias especializadas, encontrar e punir divulgações duvidosas, com o fito de atenuar esse problema, que existe desde a época de Vargas.