A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 06/05/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Destarte, insta salientar, com o avanço da tecnologia, a criação de novas formas de comunicação, sites, fóruns, jornais e redes sociais, que revolucionaram a maneira como interagimos com o mundo. Desta forma, deve-se analisar qual será o embate que tal mudança causará na vida das pessoas.
Em primeiro lugar, é consentâneo destacar a importância dos meios de comunicação no processo de transmissão da informação a população. Cabe ao jornal, principal deles, reportar notícias e acontecimentos de forma imparcial e objetiva. Todavia, hodiernamente, com a quebra das barreiras informacionais, houveram mudanças significativas nesse padrão. Uma vez que a busca por audiência, a partir do sensacionalismo descabido de eventos, tornou-se o principal foco dos relatórios jornalísticos publicados.
Ademais, é valido ressaltar, segundo pesquisas realizadas na área jornalística, pela universidade de Oxford, que entorno de 60% dos brasileiros utilizam e acreditam piamente em meios informacionais sem antes buscar ou verificar a veracidade da informação veiculada. Tal fato potencializa, principalmente no Brasil, o acréscimo de notícias voltadas ao exagero e inclusão de temas irrelevantes de acontecimentos, os quais, utilizam táticas de forte apelo as emoções no geral e omissão de fatos cruciais para o entendimento da matéria apresentada.
Em vista dos argumentos apresentados, nota-se a necessidade de intervenção a esse óbice. Cabe aos órgãos governamentais, através da criação de leis, fiscalizar e punir jornais que possuem em circulação material de cunho sensacionalista , com o intuito de formar uma pátria sem ignomínia. Conjuntamente, o interlocutor deve buscar, por meio de pesquisas em sites confiáveis, a veracidade dos fato apresentados sempre que possível. Desta forma, o Brasil poderá superar esta nódoa que perpetua nos principais formadores de opinião do país.