A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 07/05/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Destarte, insta salientar, com o avanço da tecnologia, a criação de novas fontes de informação, como telejornal e jornal online, que revolucionaram a maneira de interação com o mundo. Sendo assim, deve-se analisar qual será o contraproducente que tal mudança causará na vida das pessoas utilizadoras desses novos meios informacionais.

Em primeiro lugar, é conveniente destacar a importância dos jornais no processo de transmissão da informação a população, cabendo a eles, reportar noticias e acontecimentos de forma imparcial e objetiva. Todavia, com a quebra das barreiras informacionais, houve mudanças significativas nesse meio, uma vez que, a busca por audiência, a partir do sensacionalismo descabido de eventos, tornou-se o principal foco dos relatórios jornalísticos expostos.

Ademais, é valido ressaltar, segundo estudos na área jornalísticas, pela universidade de Oxford, que entorno de 60% dos brasileiros entrevistados utilizam e acreditam piamente em informações divulgadas por jornais, sem antes buscar ou verificar a veracidade dos fatos, desta maneira, potencializando o acréscimo de notícias voltadas ao exagero e, também, a inclusão de temas irrelevantes, os quais, utilizam táticas de forte apelo as emoções e omissão da realidade com o intuito de manter a audiência presa ao que esta sendo veiculado.

Em vista dos argumentos apresentados, nota-se a necessidade de intervenção para reverter a situação. Cabe aos órgãos governamentais, por meio da criação de leis, fiscalizar e punir jornais que possuem em circulação material de cunho sensacionalista, com o objetivo de formar uma pátria sem ignomínia. Desta forma, será possível, principalmente no Brasil, superar essa mancha que perpetua nos principais formadores de opinião do país.