A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 22/05/2020
Conforme a definição, o sensacionalismo consiste no uso de assuntos sensacionais capazes de chocar a opinião pública, sem que haja qualquer preocupação com a veracidade dos fatos. Nesse contexto, as empresas dos meio jornalístico persistem em adotar essa prática, a qual acaba afetando a relação da mídia com o público. Dessa forma, a procura para alavancar a audiência e o comportamento parcial dos profissionais são as principais razões, de certa forma, que causam a persistência dessa ação no cenário nacional. Desse modo, é fundamental o empenho do governo diante da problemática.
A priori, as grandes empresas dos meios de comunicação estão utilizando acontecimentos de grande repercussão para aumentar à sua audiência, logo, gerando mais lucro. Segundo Karl Max, “a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”, assim os profissionais do meio jornalístico estão mais preocupados com o que vão ganhar, ao invés de se importar com a autenticidade das informações divulgadas. Nesse ínterim, o exagero em cima de acontecimentos reais são recorrentes no cenário nacional, o que compromete à ética dessas pessoas e empresas. Conforme o Instituto Reuters, aproximadamente 3/5 dos brasileiros acreditam nas notícias vinculadas pelas empresas do meio, todavia, caso o uso do sensacionalismo persista a credibilidade será perdida, assim menos pessoas confiarão no que leem e olham.
Além disso, a parcialidade em relação aos fatos e acontecimentos, por parte dos jornalistas, influenciam diretamente na relação com o público. De acordo com o historiador Heródoto, é necessário adotar a posição imparcial diante os episódios, com o intuito de transmitir a veracidade e a credibilidade para os indivíduos. Nesse sentido, é evidente no cenário político a parcialidade de muitas empresas, visto que acabam adotando comportamentos distintos em relação à determinado político ou partido. Segundo o Artigo 4 do código ética do jornalistas, “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato aos fatos, razão pela qual deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação”, assim é criticável o comportamento sensacionalista dos profissionais.
Dessarte, é mister que o Estado tome providências para resolver o quadro atual. Assim, para combater o sensacionalismo no jornalismo brasileiro, urge que o Governo Federal em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações crie, por meio de leis orçamentárias, um mecanismo de fiscalização das notícias e matérias divulgadas por empresas de comunicação, com o propósito de garantir a veracidade e credibilidade dos fatos e, por conseguinte, manter a confiança da população. Ademais, é necessário que a sociedade civil aumente o senso crítico, com o intuito de evitar a prorrogação de informações parciais e sem autenticidade.