A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 29/09/2020

Michel Foucault, filósofo, acreditava que o sistema educacional tinha o papel na sociedade de “domesticar” os indivíduos, não criando seres pensantes e questionadores. Sob esse viés, é perceptível que o sensacionalismo no jornalismo brasileiro contribui para que não haja indagações a partir do jovem. Dessa forma, é fulcral ressaltar a má influência midiática e a insuficiência legislativa.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de debate, gerada a partir da má influência midiática, é um dos principais fatores da problemática. Segundo o site UOL, o Brasil é o segundo país que mais confia nas informações midiáticas. Nesse contexto, essa veracidade é aproveitada pela imprensa com o sensacionalismo. Assim, é perceptível a importância do estímulo à reflexão e questionamento, para que não se confie em qualquer notícia.

Ademais, outro fator a salientar é a insuficiência legislativa. De acordo com o filósofo Pierre Bouerdieu, o que foi criado como instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse contexto, é visível que o jornalismo é utilizado como mecanismo de opressão, uma vez que o Brasil possui uma taxa de 35% de matérias duvidosas publicadas, segundo o portal Statista. Assim, percebe-se a ineficácia do artigo 14 da Constituição Federal, que faz menção ao Código de Ética, gerando uma subjetividade e desinformação.

Mediante o exposto, nota-se que a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro ainda é um problema, no entanto, esse quadro deve ser mudado. Portanto, cabe ao Tribunal de Contas fiscalizar, por meio de monitoramento, e multar os grandes veículos de comunicação que geram notícias enganosas. Além disso, o Ministério da Justiça deve salientar e exigir o cumprimento do artigo 14 da Constituição Federal, de modo que o Código de Ética seja seguido. Sendo assim, em parceria ao Ministério da Educação poderiam implementar debates semanalmente nas escolas para que os alunos aprendam a questionar as notícias, para que o problema seja resolvido e as notícias falsas não sejam mais compartilhadas.