A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 27/05/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: informação e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar a presença do sensacionalismo no jornalismo do país, na qual há a ambição em gerar lucro, em consonância com a desinformação, como os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a ascensão do capitalismo é a principal potencializadora desse problema. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade pós Revolução Industrial, menciona que o maior inimigo dos direitos sociais é exatamente a ambição dos donos das empresas em gerar lucro, ignorando até mesmo a constituição de seu país. Dessa forma, o jornalismo brasileiro usa o sensacionalismo como ferramenta para adquirir capital e audiência, auxiliando na construção de uma sociedade permeada por informações erradas e exageradas. Paralelamente a esse cenário, surge a desinformação como consequência direta desse impasse. Nesse contexto, o site O Globo divulgou uma pesquisa realizada pelos alunos da Universidade Federal de Fluminense, na qual informa que cerca de 72% da população carioca acredita fielmente nas notícias que consome nos meios de comunicação. Sob essa análise, denota-se que, os indivíduos ao lerem conteúdos sensacionalistas ficam desinformados da verdade, visto que pode conter informações falsas para aumentar a audiência.
Fica evidente, portanto, a relevância em se debater sobre os impactos do sensacionalismo nos jornais para a melhoria do Brasil. Desse modo, a grande mídia brasileira - SBT, Globo e Record - deve, por meio de um aumento de pessoas responsáveis pela reprodução das notícias, fiscalizar todas as informações que serão passadas para a sociedade, analisando se há a existência do sensacionalismo, com a finalidade de fazer o jornalismo brasileiro ter um maior compromisso com a verdade. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgado em 1948.