A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 07/06/2020

A conhecida frase, “A imprensa é o quarto poder”, fazendo alusão aos 3 poderes do Estado, é explorada em “Muito além do cidadão Kane”, documentário produzido pela BBC. Na produção inglesa, é exposto o potencial de manipulação, dos telespectadores,  pela Rede Globo. Além disso, a seletividade da importância com que as informações são divulgadas, é outro fator que engloba a problemática. Diante de tal fato, torna-se fundamental a discussão destes aspectos, a fim do espontâneo funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o sensacionalismo na imprensa brasileira deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, programas jornalísticos, cada vez mais, distorcem o real acontecimento, em suas manchetes, conquistando a atenção do telespectador, a fim de aumentar a sua audiência. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que, segundo pesquisa feita pelo Instituto Reuters,  6 em cada 10 brasileiros confiam na imprensa. Partindo desse pressuposto, possuímos um cenário onde a mídia consegue, com facilidade, manipular o comportamento, sentimentos e posição política dos teleouvintes. Por conseguinte, essa manipulação da sociedade pode afetar toda cadeia hierárquica da democracia, tendo em vista que, o cidadão possa ficar na chamada, bolha de informações jornalísticas, afetando seu pensamento crítico.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o sensacionalismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério das Comunicações será revertido na ampliação do controle de veracidade dos conteúdos, através da Anatel, que além de apurar também investigará a procedência das informações divulgadas, retirando as falsas e publicando erratas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do mau uso da mídia, como publicado no documentário inglês.