A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 01/07/2020

Na sua obra Fahrenheit 451, o escritor Ray Badbury constrói uma sociedade uma sociedade em que ler livros é proibido, e isso possibilita um domínio maior sobre as massas. Fora da literatura, os próprios jornais com matérias sensacionalistas, tem intensificado seu controle sobre a população e o uso desse recurso representa controvérsias acerca do compromisso com a veiculação de informações.

Em primeira análise, cabe pontuar que ao longo da formação histórica do Brasil, a mídia teve papel decisivo para propagar a imagem idealizada de ‘‘Pai dos Pobres’’, durante o mandato de Getúlio Vargas, por exemplo. Nota-se que ainda hoje, existe a utilização de manchetes impressionistas, a fim de os noticiários terem maior engajamento, com isso cria-se indivíduos alienados, ou seja, alheios a si próprios que são ‘‘bombardeados’’ diariamente com notícias incompletas e com teores oportunistas.

De acordo com o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, a informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos. Porém, ao utilizar notícias exageradas sob o  disfarce de verdades absolutas, os jornalistas contrariam esse dever na prática, como por exemplo, o tratamento de suspeito apreendidos pela polícia como se esses já fossem considerados culpados.

Portanto, é necessário que o poder legislativo elabore leis mais eficientes para combater as hipérboles presentes nos noticiários ou revistas, uma vez que o papel desses é informar de forma imparcial os acontecimentos. Ademais, as escolas, em parceria com o Ministério da Educação, devem realizar palestras que estimulem o senso crítico dos alunos, para que eles possam discernir qualquer forma implícita de sensacionalismo.