A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 19/07/2020
‘’A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa’’. Essa afirmação do escritor britânico George Orwell pode ser facilmente aplicada a constante presença do sensacionalismo midiático no Brasil, já que demonstra a manipulação das emoções dos indivíduos. Essa conjuntura tem origem irrefutável na influência do sistema capitalista, que legitima a obtenção de lucro no tecido social. Assim, entre os fatores que consolidam esse panorama, destacam-se a banalização da informação, juntamente com o senso de punitividade com as próprias mãos.
Dessa forma, a ausência de interesse em conteúdos com mais profundidade teórica, aliada a influência do sistema capitalista, alicerça a constante presença do sensacionalismo midiático. Isso ocorre porque preocupados com a maior obtenção de consumidores, os meios de comunicação despertam sensações em vez da construção do senso critico no corpo social. Como consequência disso, os indivíduos banalizam o conhecimento científico, haja visto que é mais fácil de compreender matérias com baixa complexabilidade.Essa concepção está em paralelo ao pensamento do escritor Debord Guy, sobre o conceito de sociedade do espetáculo, para o qual o tecido social rege-se por imagens para adquirir consumidores.
Além disso, o senso de justiça com as próprias mãos, somado com a influência do capitalismo, solidifica a constante presença do sensacionalismo midiático. Esse quadro advém do fato que de a mídia utiliza sentimentos para atingir maior consumidores, nesse sentindo, como as reportagens não causam um senso reflexivo no corpo social os indivíduos criam critérios próprios de punitividades, tonando o coletivo mais violento. Tal pensamento assemelha-se ao conceito de pós verdade atribuído pelo dicionario de Oxford, já que os indivíduos tem seu comportamento baseado no que acreditam, excluindo o embasamento das informações.
Diante do exposto, é necessário reconhecer que a constante presença do sensacionalismo midiático no Brasil passa pela influência do capitalismo. Para solucionar essa problemática, é necessário que o Governo Federal assuma sua responsabilidade enquanto promovedor do bem social ao estabelecer um Programa Nacional de Senso Critico. Esse Programa deve propor ao Congresso um projeto de lei para a alteração das Diretrizes Curriculares Nacionais que inclua o estudo da importância da informação enquanto ferramenta para construção social como conteúdo programático obrigatório dos ensinos Fundamental e Médio. Tal projeto deve, ainda, em parceria com a criação do Fundo de Investimento, que patrocine campanhas audiovisuais para os adultos que interagem com os meios midiáticos. Espera-se com essas medidas que o senso critico deixe de ser apenas uma idealização social.