A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 27/07/2020
No ano de 1952, na televisão brasileira , surgia o primeiro telejornal, no qual os repórteres traziam consigo notícias á respeito do país, como economia e também, relatos do mundo. Entretanto, ao passar dos anos, notou-se a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, nos quais usam manchetes quentes para atrair o público.Tal aparecimento se dá pela audiência que essas notícias trazem e, consequentemente, geram a falta de empatia. Com isso, faz-se necessário uma intervenção que busque sanar esse problema dos jornais.
Primeiramente, os jornais apresentam aos telespectadores manchetes apelativas para que assim, possuam uma maior visibilidade. Para exemplificar, dados do site G1, mostram que nos últimos anos telejornais desse tipo cresceram significativamente, exemplo os jornais da emissora record e bandeirantes.Segundo o psicólogo Augusto Cury, os frágeis usam a violência e os fortes as ideias. Nesse viés, é o que ocorre hoje nos noticiários , de modo que utilizam violência e tragédia para possuir audiência.
Ademais, essas manchetes dramáticas é reflexo de uma sociedade que perdeu a sensibilidade. Esse cenário, pode ser observado na matéria que foi transmitida no jornal " Cidade Alerta" em fevereiro de 2020, nesse o jornalista informou a uma mãe que sua filha estava morta, sem nenhum sentimento de empatia pela mulher apenas com o intuito de ganhar audiência. Ainda dados,apontaram a grande audiência que esse jornal teve. Por certo, é notável que a mídia e parte da população perdeu a sintonia com a emoção das pessoas.
Diante ao exposto, é nítido que medidas devem ser elaboradas para solucionar o problema dos jornais sensacionalistas. Sendo assim, cabe às próprias emissoras, juntamente com cada jornalista organizar melhor suas ideias por meio de manchetes menos sensacionalistas, e caso haja descumprimento, uma punição seja aderida. Para que assim, os jornais voltem a ser como eram no passado, apenas de cunho informativo e não uma atração de tragédias. Também, campanhas para informar o que é o sensacionalismo, formas de evitar, como pode prejudicar o próximo e assim tornar o telejornal uma ferramenta de conhecimento. Somente assim irá sanar o problema e tornar a televisão brasileira mais empática.