A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 14/08/2020
De acordo com John Grinder, co-criador da Programação Neurolinguistica, existem duas principais motivações para o ser humano: Busca por prazer e fuga da dor. Nesse sentido, é possível afirmar que o jornalismo nacional está fazendo uso dessa informação em busca de audiência e impactando diretamente no consciente coletivo. Tal fato é alarmante, visto que a sociedade brasileira está sofrendo com a presença do sensacionalismo da imprensa, não só pela percepção de pânico na sociedade, mas também porque tornam os meios de comunicação, como um todo, sujeito a perda de credibilidade.
A priori, cabe salientar que as manchetes sensacionalistas deixam a sociedade amedrontada. A esse respeito, dados divulgados pelo IBGE em 2015 afirmam que 67% da população brasileira se sente insegura tanto na rua quanto dentro de casa. Não obstante, ao ser imerso em um ambiente de notícias sobre homicídios, latrocínios ou agressões entre familiares é esperado que a população desenvolva um tipo de medo crônico e não se sinta segura. Assim, as empresas que utilizam esse tipo de recurso alcançam tanto pessoas que gostam de assistir violência, quanto as que temem que tais atrocidades aconteçam consigo ou seus familiares, como já previsto na teoria de Grinder.
Um outro ponto a ser analisado é a queda na credibilidade dos grandes veículos de comunicação. Nesse contexto, o filósofo Luiz Felipe Pondé argumenta que o sensacionalismo exacerbado exibidos por algumas emissoras resultou num processo de descrédito e hostilização de grandes organizações. Nesse ínterim, é perceptível que marcas, outrora unânimes, atualmente sofrem com assédio e baixa popularidade como é o caso da Rede Globo de Televisão que viu diversos repórteres serem agredidos e a frase “Globo Lixo” ser difundida nas principais redes sociais. Assim, é possível perceber que esse cenário é deletério para o ambiente nacional e, por isso, deve ser combatido.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para reparar os danos causados à sociedade em virtude desse tipo de jornalismo. Para tal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deverá criar o projeto “Brasil Seguro”. Tal programa objetivará na ação e na divulgação de medidas preventivas no combate a violência por meio de campanhas publicitárias exibidas nos principais veículos de comunicação. Além disso, o Conselho Nacional de Jornalistas deverá promover campanhas de mudança de paradigmas junto às grandes emissoras a fim de desenvolverem novos formatos de divulgação de notícias. Espera-se com isso reduzir as narrativas apelativas e que essas ações conjuntas propiciem uma sociedade menos aterrorizada e mais satisfeita com os serviços dos periódicos.erviços dos periódicos.