A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 04/09/2020
O sensacionalismo na tevê nacional tem sido uma das ruínas do jornalismo. Sendo sua representação máxima o programa Cidade Alerta, que possui alta audiência com matérias de baixíssima qualidade, maculando a credibilidade telejornalística. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, devido não só à perda de audiência na maior parte dos casos, como também da dificuldade de prender a atenção do público.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que no Brasil tem se popularizado cada vez mais os celulares, esses que “roubam” a audiência televisiva. Isso pode ser evidenciado não só pelo fato de hoje uma notícia estar ao alcance de alguns caracteres, mas, estar ao alcance instantâneo de milhões de pessoas, número esse visível no jogo do Flamengo transmitido pela internet, que alcançou milhões de espectadores, segundo o Youtube. Dessarte, torna-se claro a correlação entre a perda de público e a ascensão digital.
Ademais, vale salientar que na atualidade o jornalismo concorre não só com a internet, mas também, com o entretenimento online. Tal fato pode ser observado ao analisar a popularidade da Netflix, que leva à milhões de seus assinantes filmes e séries em grande quantidade, se tornando muito mais difícil um monótono jornal prender a atenção do que aqueles materiais audiovisuais dinâmicos e imersivos. Nessa esteira, os telejornais optam por “sensacionalizar”, pois só assim conseguiram público e dinheiro.
Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, a Agência Nacional de Telecomunicações deve iniciar um projeto orientando os jornais na migração da televisão para a internet, por meio de encontros anuais entre especialistas estatais e os executivos das empresas televisivas, a fim de fornecer matérias confiáveis na internet e reduzir a perda de audiência. O Ministério das Comunicações deve, por meio de propagandas nas mídias sociais, incentivar o hábito de ver notícias. Com o objetivo de evitar que o jornalismo recorra ao sensacionalismo.