A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 23/09/2020
Desde a Revolução Técnico Científico Informacional a veiculação de informações cresce exponencialmente, tal fato se comprova ao observar que no século XXI as notícias podem ser acessadas em apenas um toque. Sob esse prisma, a torrencial quantidade de informações, muitas vezes falsas, influenciam na formação de intensos embates e a crescente presença do sensacionalismo ganha espaço no jornalismo, prejudicando o debate democrático.
A priori, segundo o Jornal Nacional, no ano de 2020, durante a pandemia da COVID19, a circulação de notícias sobre a eficácia de determinado medicamento levou muitas pessoas a se automedicarem, colocando em risco sua saúde e causando opiniões divergentes na população brasileira. Nesse sentido, o turbilhão de informações ao qual um indivíduo é exposto e a não verificação de suas fontes, não só, permite a circulação de fake news como, também, polariza ainda mais as discussões públicas.
Outrossim, em uma reportagem exibida na TVBAND, em 2012, sobre um caso de estupro, a jornalista ridiculariza o suspeito sem apresentar provas ou fatos, da mesma forma, o sensacionalismo está presente em discussões políticas como se observou na época das eleições em 2018. Nesse aspecto, o exagero e a violência presente em certas notícias tira a credibilidade do chamado jornalismo sério, influencia e fragmenta opiniões.
Destarte, as fake news e o sensacionalismo prejudicam o debate democrático que de acordo com Habermas, filósofo alemão, é essencial para a manutenção da vida em sociedade. Portanto, urge que o Ministério das Comunicações, órgão responsável pela regulamentação da veiculação de informações no Brasil, realize um projeto, por meio do Senado, que estabeleça maior fiscalização e aplicação do código de ética jornalística. Desse modo, espera-se formar um país onde a circulação de informações seja, verdadeiramente, segura e confiável.