A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 01/10/2020
Na série mexicana: “Chaves” é retratado em um episódio o protagonista utilizando meios sensacionalistas para vender seus jornais. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade brasileira, na qual, não só jornais impressos, mas também as mídias digitais vêm apresentando notícias exageradas com o intuito de atrair fama ao jornalismo brasileiro, acarretando em fatos distorcidos que desorientam o público.
Em primeira análise, é evidente o fato de que regularmente a imprensa vem trazendo argumentos cada vez mais hiperbólicos, a fim de obter um destaque em suas notícias. Nesse sentido, segundo Pierre Bourdieu: “Aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em um mecanismo de opressão”, o que reafirma que constantemente artigos jornalísticos, em vez de exibir argumentos concretos e verdadeiros, expõem notícias falsas e exorbitantes para atrair um gradativo público.
Ademais, pela excessiva vontade de obter ênfase em seus argumentos, há uma perceptiva dificuldade de análise sobre quais fatos são verídicos e quais são errôneos, além da descomunal quantidade de alegações deturpadas. Similarmente a isso, o jornalismo tanto midiático, quanto impresso, vem se sustentando com quantitativas notícias falsas gerando uma menor confiança nos argumentos apresentados, além da difamação do noticiarismo brasileiro.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas com o intuito de atenuar o problema discorrido. Ao Estado, é de extrema importância que tome atitudes contra a overdose e a adulteração dos fundamentos noticiários, por meio da criação de leis mais dinâmicas. Sendo assim, não podendo haver mais prejuízos das notícias para com o público, com a finalidade de frear a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, assim como é representado na série Chaves.