A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 02/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto das notícias falsas (‘‘fake news’’, em inglês) no meio jornalístico, quanto da utilização de discursos persuasivos e com apelos emotivos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas social e comunicativa, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o sensacionalismo no jornalismo brasileiro deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as notícias falsas, ou fake news, geram boatos e reforçam pensamentos, por meio de mentiras e disseminação de ódio, prejudicando, dessa maneira, pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a utilização de discursos persuasivos e com apelos emotivos como promotor do problema. De acordo com a revista online ‘‘Rhêtorikê’’ são vários os discursos aos quais somos expostos diariamente, entre eles, o eficiente discurso empregado pela publicidade. Partindo desse pressuposto, fica evidente o quanto o povo brasileiro é influenciado por tais discursos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a utilização de discursos persuasivos e com apelos emotivos contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar o empecilho, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio de deputados federais, será revertido em leis mais rígidas para a conscientização da problemática pelos jornalistas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do óbice e a coletividade alcançará a “Utopia” de More.