A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 02/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o emprego do sensacionalismo nos jornais brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a utilização do sensacionalismo na mídias informativas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, logo, sua recepção de informações transparentes, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades no que diz respeito ao conjunto de estratégias manipuladoras claramente imbuídas em opiniões imparciais relativas a crenças e ideologias apresentadas em formato de controles de massa para alienar seus telespectadores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que significativa parte do problema não advém de uma má atuação das autoridades, mas sim por parte dos público desse tipo de mídia pois cabe ao indivíduo apurar informações duvidosas para que este não seja influenciado por tais artimanhas publicitárias. De acordo com a coluna “Memória da TV”, assinada por Daniel Castro, no Uol, o telejornal “Aqui Agora”, exibido na década de 1990 pelo SBT, chegou a exibir ao vivo o suicídio de uma adolescente que se jogou de um prédio em São Paulo. Esse evento serve como exemplo das estratégias usadas pelas mídias de manter e atrair mais audiência e com isso ter um maior ganho em seus anúncios, em consequência de uma pior qualidade jornalística, agravando o quadro do jornalismo brasileiro e tornando imprescindível a adoção de medidas antagônicas a esse cenário.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o advento do sensacionalismo, necessita-se, urgentemente, que o Governo direcione capital que, por intermédio do Poder Executivo, será revertido em campanhas informativas e medidas autoritárias contra as FakeNews e anúncios manipuladores de cunho imperativo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do sensacionalismo no jornalismo brasileiro, e a coletividade alcançará a Utopia de More.