A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 06/10/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizavam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange a questão do sensacionalismo no jornalismo do país, uma vez que o erro hiperbólico de uma notícia é valorizado em detrimento de algo ou alguém. Diante disso, convém analisar as causas, consequências e possíveis medidas relacionadas ao tema.
Inicialmente, o exagero de uma informação se dá com o intuito de elevar o número de espectadores. Referente a isso, nesse ano, o jornalista Luiz Bacci, do jornal Cidade Alerta, anunciou a morte da filha de uma mulher ao vivo, o que gerou muita repercussão na internet: muitos falaram que essa imprudência teve como causa a tentativa de elevar a audiência. Com isso, nota-se que os grandes veículos de informação, em vez de ser disseminadores de conhecimentos construtivos para o povo, está sendo usado como instrumento de opressão e propagação de mentiras.
Em segundo lugar, as consequências do sensacionalismo podem ir além. De acordo com o Portal de Notícias G1, as notícias exageradas podem causar o chamado ‘’efeito- imitado’’, que é quando um crime muito violento influencia outro indivíduo a cometer o mesmo ato ilícito. Nesse sentido, é inadmissível que os meios de comunicação continuem disseminando informações enganosas e exacerbadas, o que causa desordem, mortes e ações ilegais na sociedade brasileira.
Portanto, medidas são necessárias para diminuir essa situação. Para isso, o Governo (responsável por extinguir empecilhos que atrapalham a ordem e o bem estar social) deve criar leis que proíbam o sensacionalismo, por meio de reuniões e aprovação do parlamento, para que o ato de disseminar notícias exageradas se atenue no jornal brasileiro. Ademais, a sociedade deve buscar saber se o que foi transmitido é verdadeiro ou não, por meio de pesquisas e questionamentos sobre a notícia, para que não haja mais engano e atos súbitos por conta da informação passada.